segunda-feira, 9 de julho de 2012

AS ÁGUAS QUE CORREM BRAVIAS SÃO CONTIDAS PELAS MARGENS...


É a natureza e não o martelo que cria com paciência caprichosa as formas na gruta. Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir. As águas vão e vem por anos, décadas e pacientemente esculpem a beleza nas pedras, trazem consigo a delicadeza, e ainda que em forma de correnteza, batendo forte nas pedras, não deixa de demonstrar o seu amor.

Assim como as águas que saibamos esculpir nas rochas que encontramos no caminho a beleza que podemos retirar delas, enxergar em cada pedra o que elas podem ter de melhor e pacientemente esperar.

Quando seu coração está disposto a doçura, o sabor açucarado inunda a sua vida e a do outro, porém ser gentil é beneficiar mais a si mesmo do que ao outro… É regar com carinho seus relacionamentos. É a poesia da leveza que nos transforma a inspirar o outro com o amor.

A doçura, a gentileza e o amor têm o poder de transformar profundamente tudo o que tocam... Pense em como tem sido o seu toque ao redor dos outros. Suas palavras tem esculpido a beleza do amor, ou causado mágoas e dor.
As ondas que vem com força, ao voltarem ao mar seguem seu curso sem se dar conta daquilo que levam com elas, mas sempre levam… Assim somos nós quando nossa onda de sentimentos vem com força, ao passar, acaba levando muita coisa com ela, sem se dar conta de quantas pessoas ao redor sentiram o impacto dessa onda.

As águas que correm bravias são contidas pelas margens, ainda assim sentem-se livres… Ora ou outra invadem um espaço que achavam ser delas, mas voltam aos braços do rio felizes em voltar pra casa, pois sabem o que aprenderam no caminho.

Que as águas que passarem por nós encontrem caminhos infindáveis para que possam achar espaço para esculpir a beleza e retirar de nós a suavidade por trás das pedras, e que quando atingidos pelas ondas bravias saibamos ser gratos pelo aprendizado que ela nos proporcionou.

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