segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

VAI HAVER DIAS



Vai haver dias em que eu desejarei à noite e o silêncio que ela ecoa.
Vai haver dias em que eu desejarei o dia e o barulho das pessoas a passar por mim.
As vezes o tempo parece que fica mais rápido que a vida. E esquecemos de dar importância ao que realmente tem valor.
E, sem o sentido da passagem dos dias, da importância dos momentos, de começo e fim, ficamos também sem presente, vamos perdendo a noção do tempo, que fica sem sossego, sem noite e sem dia...


Vai haver dias que eu cansarei de lutar e me entregarei inerte ao cansaço.
Vai haver dias que em mim tanta força haverá que me sentirei capaz de mover o mundo.
Examino ao meu redor, e percebo a natureza, que em sua infinita sabedoria, ainda que judiada e machucada pela mão do homem não deixa de dar a ele sua beleza e seu sustento.
Que a natureza nos sirva de exemplo: de como amar, servir, se renovar.
E como entender que mil anos não bastam para aprender a fazer o bem.


Vai haver dias em que terei vontade que tudo permaneça igual.
Vai haver dias em que desejarei mudar tudo ao redor.
Perder dói, abandonar algo traz marcas, mas os milagres só acontecem quando deixamos que o inesperado aconteça.
Mover-se faz com que nós possamos ver caminhos que não podíamos enxergar parados.
Muitas vezes perder algo de valor é o jeito de encontrar algo ainda mais precioso no caminho.


Vai haver dias em que perderei a fé nos homens.
Vai haver dias em que os homens restaurarão a minha fé.
As ações dos homens são as melhores intérpretes dos seus pensamentos. As palavras passam com o vento, mas as atitudes se firmam como a rocha.
O que digo nada importa, se não for acompanhado do que eu faço e do que eu sou.


Sempre haverá dias... Bons ou Maus, Longos ou Curtos.
Mas sempre, ainda que eu não veja, haverá esperança nos dias de solidão, respostas nos instantes de dúvidas, e certeza nos meus momentos de fé.