sexta-feira, 23 de novembro de 2012

COMO FLECHA QUE JOGA-SE AO INFINITO



A confiança é um ato de fé, e esta dispensa raciocínio.” Carlos Drummond de Andrade

Confiança é andar na chuva sem medo de se molhar e ter os braços abertos para o outro entrar.
É conquistar o amor do outro por ti com ações, dedicação e lealdade, é abrir as portas e deixar o amor entrar.

Confiar, é o que os amigos fazem, é ter para onde ir quando se sente só e cansado, é encontrar consolo onde não há nem palavras e alegria que não precisa de sorriso.
É nada dar em troca, e ainda assim sentir-se amado. É ver a verdade ao lado e sentir-se consolado
É nos sentirmos tão à vontade na presença de alguém, como se estivessemos apenas com nós mesmos.

Coloque a lealdade acima de qualquer coisa, abra espaço para a verdade ainda que doída, dedique-se sem medo de errar e aposte sem medo de perder, e a confiança chegará até você.
Confiar é amar com a alma, é enxergar no outro a possibilidade da não recompensa e ainda assim se dispor.

A confiança é conquistada em pequenos gestos, no dia a dia, nas ações mas do que em palavras.
É dar-se por vencido, às vezes, para dedicar a vitória ao outro. É buscar em ti forças para servir e no outro forças para caminhar.
Não se precisa de explicações quando se confia, apenas se deixa guiar E outras vezes explicar significa que confia que o outro irá aceitar ainda que não entenda.

Confiança é a expressão sublime do amor e quando o amor e a confiança se desencontram... Perde-se o tempo, perde-se a verdade, perde-se a chance. Mas há que se esforçar no caminho para colocar de volta aos trilhos, o encontro um do outro.
Confiar é às vezes decepciona-se, mas ninguém agrada o outro sempre e não somos perfeitos, mesmo tentando ser certo, as vezes erramos.
Mas confiar é os erros perdoar,abrir espaço para o perdão e prosseguir.

A confiança grita: Que haja braços sempre abertos, que as palavras sejam sempre compreendidas, e que os passos do outro nos leve de volta para casa.

Termino com este verso de Edolesia Andreazza

É crendo na força do braço
Na existência do ar
No afago da mira
Na competência da mente
Que a flecha (num total abandono)
Joga-se ao infinito