domingo, 15 de agosto de 2010

A INTIMA LIGAÇÃO ENTRE O DIVINO E O NATURAL

A criação de Adão-Michelangelo

A origem do Universo é uma das grandes interrogações do homem. A busca pela compreensão sobre como foi desencadeado o processo que originou o universo atual, proporcionou – e ainda proporciona – vários debates, pesquisas e teorias que possam explicar tal fenômeno. É um tema que desperta grande curiosidade desde os tempos mais remotos e gera grandes polêmicas, envolvendo conceitos religiosos, filosóficos e científicos. Muitos pensam que ciência e religião deveriam estar totalmente separadas. A verdade é que é impossível separar estas duas áreas do conhecimento humano.

Até o momento, a explicação mais aceita sobre a origem do universo entre a comunidade cientifica é baseada na teoria do Big Bang “a grande explosão”. A teoria do Big Bang foi anunciada em 1948 pelo cientista russo, naturalizado americano, George Gamow (1904-1968). Segundo ele, o universo teria surgido após uma grande explosão cósmica, entre 10 e 20 bilhões de anos atrás. O termo explosão refere-se a uma grande liberação de energia, criando o espaço-tempo. Essa teoria apoia-se, em parte, na teoria da relatividade do físico 

Albert Einstein (1879-1955) e nos estudos dos astrônomos Edwin Hubble (1889-1953) e Milton Humason (1891-1972), os quais demonstraram que o universo não é estático e se encontra em constante expansão, ou seja, as galáxias estão se afastando umas das outras. Portanto, no passado elas deveriam estar mais próximas que hoje, e, até mesmo, formando um único ponto. 
No entanto, o Big Bang é uma teoria, não sendo unanimidade entre os estudiosos.

O Criacionismo crê que a vida, o universo e tudo que nele há, foi criado por um ser superior “Deus”. No princípio, “Deus criou o céu e a terra" (Gênesis 1:1). Assim começa a Bíblia, e o primeiro capítulo do Gênesis relata de maneira como Deus criou o mundo. Sem utilizar nenhum material pré existente, ou nenhum instrumento, Deus foi criando todas as coisas: o céu e a terra, os animais e as plantas... e por último o homem. Deus criou o mundo do nada. A criação inteira é fruto do amor e onipotência de Deus: as coisas pequenas - ervas e insetos -, e as grandes: o sol, a lua, os sistemas planetários, as nebulosas, os mares.... O ser mais perfeito da criação visível é o homem. E Deus continua cuidando e governando tudo com suas leis.

Henry Margenau e Roy Abraham Varghese, editores do livro Cosmos, Bios, Theos, que foi produzido juntamente com outros 60 cientistas, 24 dos quais receberam um prêmio Nobel, confirmam a estrutura consistente da lógica e da analogia da ciência criacionista afirmando que “… só há uma resposta convincente para explicar a enorme complexidade e as leis do Universo – a criação por um Deus onisciente e onipotente.” (“The Laws of Nature Are Created by God” em Cosmos, Bios, Theos (LaSalle, IL: Open Court, 1992), p. 61).

As tradições cientificas e as tradições religiosas são sistemas de pensamentos que buscam a verdade. A religião baseia sua busca da verdade em um conhecimento que se acredita obter por revelação. A ciência busca a mesma verdade avaliando as interações observadas em nosso mundo físico.. Muitos não se dão conta que alcançar um entendimento rigoroso da biblia é uma tarefa tão ardua e exigente quanto a pesquisa cientifica

O cientista matemático C handra Wickramasinghe diz algo interessante: “Ao contrario da noção popular de que só o criacionismo apoia-se no sobrenatural, o evolucionismo também deve apoiar-se, desde que a probabilidade de formação da vida ao acaso são tão pequenas que exigem um milagre de geração espontânea equivalente ao argumento teológico”

Resumindo: tanto o “naturalismo científico” quanto o “criacionismo científico” buscam nas mesmas fontes as evidências para as suas propostas. A interpretação dessas evidências pode ser diferente. Mas isto não é uma questão de ciência e religião. Isso é uma questão de interpretação.

Quem pensa que pode haver um conflito real entre ciencia e religião deve ser muito inexperiente em ciencia ou muito ignorante em religião (Adalto Lourenço). Devemos nos atentar a dois fatos: A biblia não é um livro cientifico, porém nos mostra muitos dados cientificos.. A ciência, no entanto, está limitada a percepção humana.

Concluindo: Para tentermos entender a interação, a intima ligação entre o Divino e o Natural, precisamos mais do que o amor a biblia, é preciso também um conhecimento das ciências naturais. Para muitas pessoas, especialmente em meio a sofisticação do mundo ocidental, as leia objetivas e autônomas da física descrevem o Universo com precisão . Fato é que as leis da natureza como nós a vivenciamos não bastam para explicar as forças que, com efeito, formam o Universo. Essas mesmas leis que constituem as bases das nossas vidas, também não conseguem explicar o fenômeno mais central das nossas vidas, o surgimento da própria vida.

Termino com esta frase de um brilhante cientista, Isac Newton dizia: Faço ciência pois, quero saber como Deus criou o mundo

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