As palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade. [Victor Hugo]
terça-feira, 3 de março de 2015
SENTIDO E DIREÇÃO
Somente quando eu parei de esperar, é que eu conseguí.
Somente quando eu parei de procurar, foi que eu encontrei
Somente quando eu parei de correr, é que eu então alcancei.
Quando decidí ser quem sou, independente do reconhecimento das pessoas, parei de me decepcionar.
Hoje não faço nada esperando algo em troca, muito menos gratidão. Ela nunca vem de quem se espera mesmo.
Se assim não fosse, não poderia esperar o que só Deus me daria, a graça. Por que essa também eu não merecia, e mesmo assim Ele me deu gratuitamente.
Nada nem ninguém, poderia ser por mim aquilo que eu devia ter sido.
Rastros e pegadas não fizeram o meu caminho, olhar para a frente foi o que o fez.
Sentido e direção...
Errando é certo, desviando-me talvez, mas com o coração no foco e o olho na meta, só assim consegui acertar.
Assim persisto, na direção do caminho, na espera da chegada e no aconchego do encontro.
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
ASSIM COMO O PÁSSARO, EU VÔO
Eu sou como um pássaro que voa em
direção a tempestade
Ele sabe que vai doer, mas é o seu
destino
Em algum lugar tão longe dentro de
mim, o pássaro voa
Como eu, ele olha o horizonte e não
consegue enxergar além, mas voa...
Mesmo sem saber que o
horizonte pode ser logo alí
Indo nas asas do pássaro, o tempo voa,
ele leva um tanto de mim
Mas deixa um tanto aqui
O pássaro sabe que o fator
determinante da sua felicidade
Não são as escolhas, mas sim as
renúncias, como eu também sei
Porém no horizonte que contemplo a
minha frente, não enxergo o que me espera
Dor ou alegria, choro ou riso, vida ou
morte
Mas, assim como o pássaro, não
saberei se não viver
Posso não vir a achar o que procuro,
mas vai valer a busca, vai valer o encontro
Vai valer o tempo, vai valer a vida...
Ainda que no final não tenha valido a
pena
Assim, como o pássaro, prossigo em meu
vôo
Porque todos os dias é um recomeço
E o horizonte que contemplo a minha
frente
Se veste de mim para me receber
sexta-feira, 2 de maio de 2014
ENTRE O PARTIR E O FICAR
Posso ir embora e nunca mais voltar, deixar aqui parte de mim mesma.
Posso me arrepender e um dia voltar, e nada ser como antes, nem mesmo encontrar a parte que deixei.
Posso até ficar, e nada mudar, mas terei que me conformar com isso.
Ou tudo pode mudar e eu terei a certeza de que valeu a pena.
Posso sofrer por perder alguém se eu partir, mas perder não tem nada a ver com partir, posso perder ficando.
Porém se eu perder por ter partido
lembrarei com carinho ou orgulho de algum momento importante na vida.
Se eu ficar e perder, terei perdido também a mim mesma.
Mas entre o partir e o ficar, o que vai me fazer falta mesmo? O que vai doer bem fundo. Que saudades me farão chorar?
Entre o partir e o ficar, encontro o mesmo espaço:
O dos momentos simples:
Os abraços que outrora me fez feliz
Os abraços que em algum lugar me espera.
Do caminho que me levava pra casa, quando a casa era eu mesma.
Do caminho que me levará a algum lugar onde me sentirei em casa novamente,
A diversão natural do sorriso sem compromisso e hoje já são tão poucos.
A diversão natural dos muitos sorrisos que poderei encontrar.
Entre o partir e o ficar, procuro algumas verdades:
O que me deixará em paz comigo mesma;
A renuncia não quer dizer que eu não ame; apenas que me conformei com o que não era para ser
As vezes pra fazer alguém ficar, é melhor deixá-lo partir.
Entre o partir e o ficar existe tanto...
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
MUDAR IMPLICA EM VIVER, APENAS VIVER...
Esperamos tanto por mudanças.
Esperamos tanto que o outro mude.
E quando percebemos que esperamos demais, então nós mudamos e os outros não precisam mais mudar.
As mudanças são duras, por vezes trazem perdas e lágrimas.
Mudar significa transformar, deixar algo para trás, isso implica determinação.
Ninguém consegue mudar algo que não deseja que seja mudado
Mudança é desapego, tomar a decisão de partir para o novo
E transformar o antigo em aprendizado
Isso implica verdade e coragem.
Mudar traz sofrimento, mas pode ser altamente compensador
A dor ensina quando se faz disso renovação.
Isso implica abnegação
As vezes a mudança significa retorno
Retomar aquilo que foi perdido ou esquecido
Renovar sentimentos e relembrar momentos
Significa querer de volta aquilo que um dia fora importante
Isso implica foco e força para buscar
As mudanças nunca ocorrem sem inconvenientes, até mesmo do pior para o melhor.
Não se deve temer os ventos de mudança, deve-se temer a brisa do que nunca muda.
Isso implica paciência
Mudar é doloroso, mas necessário Nada sobrevive sem transformação.
Estamos em constante mudança e isso nos faz novo, vivo e humano
As vezes mudar é voltar a ser quem você foi um dia, e por alguma razão esqueceu de ser
Mudar implica em viver, apenas viver...
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
A PONTE QUE ME SEPARA DO RESTO DE MIM
Me escondo dentro de mim, ando só com
os meus segredos
Vim morar dentro de mim, pois é o
lugar onde me sinto segura
Fecho as portas e me tranco dentro de
mim, de onde eu não quero mais sair
Ressurgi de onde eu não imaginei...
As vezes acho tudo indiferente e sempre
igual
Quase sempre dou o que me custa caro
E o que recebo cabe na palma da mão
As palavras moram em mim
No entanto, elas se perdem no que eu
sou
Ao sair perdem a importância que eu as
tinha dado
E não ganham a atenção que mereciam
de mim, do lado de fora
Não posso atravessar a ponte que me
separa do resto de mim
Resta um pouco de tudo em mim nesse
lado do rio
Mas e se a travessia me custasse a
possibilidade da perda do pouco que ainda reside aqui
Por vezes minha imaginação
caminha
para bem longe, procurando um lugar mais calmo
onde a paz se
esconde
Mas as pontes que quero atravessar
sempre me levam onde não posso ficar
Continuo no caminho... Buscando a ponte
que me unirá ao restante de mim
terça-feira, 5 de novembro de 2013
EU SOU AS GOTAS DA CHUVA
A chuva que corre lá fora, respinga em mim aqui dentro.
Eu fecho as portas para ela não entrar, mas deixo partes de mim do lado de fora
Enlevei-me no som das gotas que batem na janela
Elas parecem bater desesperadas para entrar
Querem ocupar um lugar que lhes pertence
Sem perceber, eu notei... eu sou a as gotas da chuva
Sou eu quem quer entrar... Ocupar dentro de mim um espaço;
Que as muitas águas que passaram eu deixei levar…
As águas que passaram levaram com elas sonhos que sonhei,
Projetos que não realizei e muito do que conquistei
Mas se as águas os levaram com tanta facilidade
É porque foram sonhos que não foram integralmente sonhados,
Projetos não tão bem planejados e conquistas q não eram minha de verdade.
As gotas que batem na janela são as muitas lágrimas que chorei,
Tantas que eu nem sei…
Mas que fizeram de mim parte do que sou, me construiu e destruiu,
Mas o mais importante é que me ensinaram que a vida é uma eterna reforma,
Desconstrução e reconstrução, pedaços de mim que vai ficando pelo chão
A chuva vai passando, eu sinto o cheiro que deixa no ar,
Cheiro da minha infância, das rodas de amigos interrompidas pelo seu cair,
E das muitas vezes que o seu derramar sobre mim fez renovar-me.
Ela vai embora e eu fico aqui sentindo que mais uma vez ela leva partes de mim.
Porque na verdade a chuva sou eu, é a vida que em mim habita
E que com seu passar vai perdendo partes de sí.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
O BARULHO QUE O SILÊNCIO FAZ
As vezes é preciso saber se retirar,
ficar em silêncio e esperar...
As coisas passam, e o melhor que
fazemos é deixar que elas realmente passem
É preciso ficar em silêncio até que
o silêncio toque o coração.
Até porque as palavras a serem ditas
podem sair sem direção
É no silêncio que as coisas tomam
forma
Criam corpo e se sustentam
Existe no silêncio a mais profunda
sabedoria
Que as vezes se transforma na mais
perfeita resposta
Quando ao silenciar soubermos ouvir
tudo que é dito através do não dito...
Em meio a tantas as coisas
por falar,
ou silenciar a voz
Por fechar os olhos, ou abri-los para aquilo que não consigo ver
Por fechar os olhos, ou abri-los para aquilo que não consigo ver
Por andar, ou me manter no mesmo lugar
Ignoro o que desejo... e prossigo a
caminhar
Em direção ao nada, ou em busca de
tanto a conquistar
Grito em meus pensamentos, e deixo as
palavras silenciar...
sábado, 7 de setembro de 2013
O AVESSO DOS PONTEIROS
Na vida nada é simples ou absoluto e o
fluir silencioso das águas do rio tempo é água corrida que não
volta.
O rio por onde a vida passa, leva
consigo águas turvas... e trás águas límpidas onde posso navegar
novamente por águas tranquilas. Porém preciso navegá-las agora...
Se tiver de ser, que seja eternamente
agora. Ou talvez jamais será, porque as águas do rio tempo não
voltam – e ainda que voltassem não nos encontrariam, pois não
seríamos mais os mesmos.
Tudo flui, tudo passa e como as águas
se transformam em rios e vão encontrar o mar, assim nos
transformamos quando vamos de encontro as novas águas do tempo.
O avesso dos ponteiros nos mostra que a
vida é breve... Desistir é o avesso de seguir em frente, de
caminhar ainda que a estrada seja longa.
A vida é um caminho de curvas sinuosas
e estradas livres, mas de tão imensamente proporcional ao meu
tamanho, cabe em minha mão toda a dimensão da vida...
Cabe em minhas mãos porque me faço
grande, sou do tamanho que me enxergo por entre as estradas sa vida.
Sou do tamanho dos meus sonhos.
Os sonhos me fazem ter asas para a
imensidão que desejo voar. Sobre as asas do tempo vai se embora a
dor, a tristeza e as feridas. E ao soprar dos ventos nas asas do
tempo seinto a brisa leve do novo, das possibilidades e do espaço
infinito a minha frente, porque a esperança tem asas e faz a minha
alma voar, buscar sonhos perdidos que eu não esperava mais achar.
E quando tudo parecer frio e deserto
fugirei para um abrigo quente e seguro, onde só eu poderia me levar.
Levo-me ao meu coração, pois lá habita a minha essência, as águas
cristalinas,onde planejo as navegações por mares onde desejo
navegar, passeio por estradas onde meus sonhos insistem em andar e
vôo por céus onde busco a paz e a mim mesma eu posso encontrar.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
CHEGA UMA HORA QUE O AMOR ACABA...
O amor acaba quando deixamos de olhar
juntos na mesma direção
Quando deixamos de seguir os mesmos
propósitos e dividir os sonhos
Quando deixamos de ouvir a voz do outro
dentro da gente
E quando deixamos que as palavras saiam
sem passar pelo coração
O amor acaba quando perdemos... a
dignidade, o respeito, o apreço
Quando perdemos os pequenos detalhes
que fazia dos pequenos momentos tão grandes
Quando perdemos a paciência de olhar
por dentro
E quando perdemos a importância
O amor acaba quando o coração
embrutece, e a mão estendida já não diz mais nada
Quando o coração se sente enganado e
um abraço já não mais aquece
Quando o coração se amargura e não
tem ânimo para prosseguir
Quando o coração pensa em desistir, e
os seus passos já não quer insistir
O amor acaba... Mesmo quando ele não
quer acabar
Mesmo quando você já tentou de tudo
Mesmo quando cansado e sem forças você
até o fim tentar lutar
Mas o amor acaba mesmo, quando no
coração do outro você já não consegue mais habitar
segunda-feira, 8 de julho de 2013
FECHANDO AS PORTAS PARA O VAZIO LÁ FORA
Eu vou para onde me leva o meu pensamento...
E ele me leva a caminhos onde busco a
paz
Quem dera asas eu ter para voar, eu
voaria até encontar repouso.
Mas a segurança do chão me ilude
Então fico com os pés presos onde
paz, não há...
Às vezes sou empurrado para tão longe
que alcanço um ponto além do medo
Onde o silêncio me pede para morar e
descanso no barulho que ele faz em mim
Assim venho morar dentro de mim
O único lugar onde me sinto seguro
Dentro de mim habita o sim e o não, o
barulho e o silêncio, a noite e o dia
E em todos eles há partes de mim
espalhadas
Um lugar onde encontro uma estranha
paz, onde sou livre para fazer a coisa certa
porque fazer a coisa certa, as vezes é
o mais difícil a se fazer.
Na vida somos nós quem decidimos o que
permanecerá eterno em nós, e para onde irá o que não vale a pena.
Afinal a única coisa que podemos
controlar são as nossas escolhas.
O tempo não cura a ferida, mas de
alguma forma, de um jeito misericordioso diminui o tamanho dela.
E no final o que realmente importou na
vida, são as menores feridas
Ao buscar a paz, a guerra pode me
encontrar no caminho
E ao retornar o caminho talvez eu
perceba que ela habitava dentro de mim
As vezes a luta me esconde o Sol, mas
tento não esquecer que minhas maiores lutas travei na sombra.
Talvez eu nunca venha enxergar o que
poderia ter sido
E busque constantemente por mim em
algum lugar
Mas ao fechar as portas para o vazio lá
fora
Encontro a paz que veio morar dentro de
mim
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