LITERATURA


O LIVREIRO DE CABUL


O livro nasceu sob o olhar da jornalista Asne Seierstad, uma mulher norueguesa, acostumada a ser sujeito de suas relações e ações. E o enredo  baseado nos relatos que ouviu durante os três meses em que esteve hospedada na casa de um livreiro afegão, no dia a dia da família distanciada dos enredos das obras literárias que este vendia.
O livro conta uma história de opressão e lança um olhar crítico sobre a cultura afegã, em particular sobre a segregação das mulheres, trás a luz do ocidente um retrato das contradições extremas deste país, onde dignidade é uma palavra que não cabe no vocabulário de fundamentalistas quando diz respeito à condição feminina.
E assim, durante três meses e “protegida” pela burca, a jornalista conheceu todos os segredos e as grandes desilusões de um cotidiano familiar de histórias de opressão, submissão e morte
Ao finalizarmos a leitura do livro temos a impressão de que ao tentar entender a condição humana, chegamos a conclusão que nada sabemos



    ENSAIOS - TRUMAN CAPOTE


Reconhecido como um dos mais proeminentes cronistas do século 20, Truman Capote obteve notoriedade com livros como “Bonequinha de luxo” e “A sangue-frio” – esse último considerado uma obra-prima e um marco na história do jornalismo
“Ensaios” registra as viagens do autor para Haiti, New Orleans e Europa, considerações sobre a fama, breves perfis de personalidades como Coco Chanel e Charlie Chaplin, prefácios de outros livros e até um auto-retrato.
Organizado cronologicamente, “Ensaios” é um conjunto de textos que oferece ao leitor um rico panorama dos Estados Unidos e do mundo num período de acontecimentos marcantes.



NÃO HÁ SILÊNCIO QUE NUNCA TERMINE



Filha de uma tradicional família colombiana, educada na Europa, Ingrid Betancourt resolveu abandonar a segurança de uma vida confortável para dedicar-se aos problemas de seu conturbado país. Elegendo-se sucessivamente deputada e senadora, Ingrid fundou em 1998 o partido Oxigênio Verde, com o objetivo de trazer novas esperanças à política colombiana, marcada pela violência sectária e pela corrupção.
Interessada em promover o diálogo entre as diversas facções da guerra civil que há décadas dilacera a Colômbia, a jovem senadora resolveu em 2001 lançar sua candidatura às eleições presidenciais. No ano seguinte, durante uma viagem de campanha foi sequestrada por um comando das Farc. Levada para o interior da selva, Ingrid se viu repentinamente desligada do convívio dos amigos e da família, isolada do mundo exterior em meio a guerrilheiros fortemente armados.
Ingrid passaria mais de seis anos em poder das Farc. Sua visível agonia, documentada por cartas e “provas de vida” em vídeo, bem como sua libertação numa célebre e cinematográfica operação do Exército colombiano, em 2008, chamaria novamente as atenções do mundo para o conflito que atualmente ameaça a paz no continente sul-americano. Este livro é o relato contundente de sua experiência como prisioneira da guerrilha narcotraficante, em meio à fome, à doença e às humilhantes condições impostas pelos sequestradores.
   

O APANHADOR NO CAMPO DE CENTEIO



O talento sem tamanho de J.D. Salinger é um dos maiores responsáveis pelo status cult do livro até hoje. Um estrondoso sucesso de crítica e público
O que faz com que um livro narrando acontecimentos quase banais, ocorridos com um adolescente que não tem nada de extraordinário, transforme-se na mais acurada e sensível crônica da juventude deste século? A sensibilidade e pureza com que o autor retrata a história.
O livro de Salinger não só uma das mais marcantes obras da literatura norte-americana contemporânea; é também um marco na longa estrada que os jovens trilharam (e ainda trilham) para provar que têm direito a uma voz e uma visão de mundo próprias.
Poucas obras talvez tenham sido traduzidos de uma maneira tão profundamente sintonizada com a realidade.


ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA



Ensaio sobre a cegueira é um romance do escritor português José Saramago, publicado em 1995 e traduzido para diversas línguas. José Saramago, faz uma intensa crítica aos valores da sociedade, e ao que acontece quando um dos sentidos vitais falta à população, a visão 
A cegueira começa com um homem, a cegueira branca, e logo alastra-se rapidamente em forma de epidemia, e o mundo se torna cego. O governo decide agir, e as pessoas infectadas são colocadas em uma quarentena com recursos limitados que irá desvendar aos poucos as características primitivas do ser humano. Apenas uma mulher, de fprma inexplivável manterá a sua visão. E presenciará todos os horrors causados, e todos os sentimentos que se desenrolam na obra: poder, obediencia, ganância, carinho, desejo, vergonha; dominadores, dominados, subjugadores e subjulgados. 
Ao conseguir finalmente sair de  onde o governo os pusera em quarentena, a mulher que vê depara-se com cenas absurdas. Os cegos passaram a seguir os seus instintos animais, e sobreviviam como nômades, instalando-se em lojas ou casas desconhecidas, vivendo em condições sub-humanas. 
Saramago mostra, através desta obra intensiva e sofrida, as reacções do ser humano às necessidades, à incapacidade, à impotência, ao desprezo e ao abandono. Leva-nos também a refletir sobre a moral, costumes, ética e preconceito através dos olhos da personagem principal.


       
CEM ANOS DE SOLIDÃO



Cem Anos de Solidão ,a obra mais famosa do colombiano Gabriel García Márquez ganhador, em 1982, do Prêmio Nobel de Literatura foi escrita na década de 1960 e publicada em 1967, e conta a história dos Buendía, fundadores da mítica cidade de Macondo, condenados a “cem anos de solidão"
Uma narrativa espetacular que mistura  revoluções, fantasmas, incesto, corrupção, loucura e inúmeros elementos curiosos. A obra é uma metáfora do isolamento e da esperança da América Latina, que traduz-se ao longo da narrativa, mostrando à impotência dos Homens frente a uma dura realidade.
O livros conta a saga da família Buendía, desde a fundação da cidade de Macondo até a sexta geração, quando a linhagem é encerrada. Essa narrativa do gênero Realismo, nos remete ao  pensamento de uma sociedade arcaica, como o conformismo e imobilismo social e o modo de percepção do tempo.
Ao narrar os 100 anos da genealogia dos Buendia, o autor nos surpreende com uma quantidade tamanha de ramificações que dão força à sensação de repetição e de catástrofe com que a narrativa está comprometida e que fluem a partir da história central dessa fantástica saga.



O PEQUENO PRÍNCIPE

 

O pequeno príncipe é o livro francês mais vendido do mundo, escrito por Antonie de Saint-Exupery, um escritor de grande sensibilidade, com uma delicada preocupação com o sentido humano e da existência. É uma narrativa poética onde Saint Exupery vai elaborando sua visão de mundo e mergulha no próprio inconsciente, em uma obra aparentemente simples, a princípio, parece ser um livro para crianças, mas tem um grande teor poético e filosófico.
O livro devolve a cada um o mistério escondido em nossa alma. De repente retornamos aos nossos sonhos infantis e reaparece a lembrança de questionamentos acomodados, quase já imperceptíveis na pressa do dia a dia. Voltam ao coração escondidas recordações. Um reencontro pessoal com a criança que nos habita. Como já dito não é um livro para criança, e sim um livro que traz a mensagem da infância. A criança que esta guardada no nosso coração e na qual reconhece nossos olhos, nosso sorriso, nossa alma... É o mundo onde vivemos e o qual podemos mudar.    Sensibilidade é o instrumento que Saint-Exupéry utiliza ao narrar a realidade no “Pequeno Príncipe”. Com o uso dessa sensibilidade, o autor foi capaz de tocar corações e fazer do pequeno principe uma obra prima da literature francesa

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